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© 2019 - Shawãdawa - Feito por: Daosha Pássaro Alegre

QUEM SOMOS

Há muito tempo, o povo Shawãdawa (shawã quer dizer arara, e dawa quer dizer povo) já vem habitando esse lugar conhecido como Riozinho Cruzeiro do Vale, ou Igarapé Humaitá. Antigamente esses locais eram conhecidos por outros nomes. Por serem habitados por muitas populações indígenas com várias malocas, os homens brancos do Município, chamavam esse lugar de Rio Amoácas. Naquela época, os índios que viviam neste rio tinham pouco contato com os brancos e também se mudavam, saíam do Riozinho Cruzeiro do Vale e passavam uns tempos na margem direita do rio Val Paraíso. Outros pequenos grupos partiam para o rio Bagé, enquanto outros ficavam no Igarapé da Divisão (sub-afluente do Tejo, através do Bagé). Eles seguiam felizes em suas atividades. A única preocupação era a guerra com outras etnias. O Povo Arara sempre foi perseguido por outras nações indígenas e por esse motivo quase se extinguiram. Durante uma guerra com outro povo, foram praticamente exterminados, só restando sete pessoas.  Os nossos sete ancestrais que sobreviveram ao Massacre foram se multiplicando de gerações em gerações e hoje somos  980 indígenas Shawãdawa.

NOSSO SONHO
Centro Cultural e Espiritual Shawã Nãba

Shawã (Arara) Nãba (sonho): o Centro Shawã Nãba é o sonho dos Araras, que nasceu a partir do desejo de alguns lideranças em resgatar a sua ancestralidade e de manter viva sua origem, cultura, língua e tradição. Manter vivo o Muduti é manter viva toda a tradição deste povo. A palavra Muduti que vem do tronco linguístico Pano, é um conjunto de manifestações culturais e espirituais milenares, que se dá através de danças de roda e cantos, em referência e respeito ao que foi deixado pelos antepassados. Com a missão de proteger o meio ambiente, a floresta e valorizar a riqueza da diversidade cultural, uma grande mulher visionária doou uma terra de 36 hectares no Município de Porto Valter. Local estratégico onde está sendo construído as primeiras moradias e também a hospedagem para receber as pessoas, tanto em época de festival, quanto de vivências. A ideia é um local para troca de saberes da floresta, que criará condições para manutenção, atualização e reprodução sócio-cultural do povo indígena Shawãdawa, de seus saberes, práticas, formas narrativas e rituais. O centro virá ampliar o acesso à cultura, proporcionando lazer cultural, contato direto com várias formas de arte e elementos da cultura indígena. Ampliará as fontes de conhecimento e de informação, os trabalhos agroflorestais sustentáveis, a difusão cultural, incentivando assim a cultura da paz.